domingo, 26 de junho de 2016

Nós

Não há História.       Nem mesmo aqui,
(Tão somente o que fazemos.
E o que não pode esquecer-se
mal ser recordado.)
Esta vala terrosa e úmida
de ferrugem crivada em flocos
a subterrânea raça
Masca as raízes avessas dos fatos.

Tu, respiras e sabes a inglória cor,
Sinta belamente a relva memória
Casas jogadas às roseiras de Halfeti.

Mascando as raízes avessas intrínsecas
molham os pés na água suja
bebendo em poças de lama infecta.
Há o que fazer nos lençóis freáticos
das tórridas zonas de teu sangue
É o que há, entregue o sísmico bolor
às privadas aquosas dos quintais públicos.

Tu, venenoso sargaço, filhas da pó matéria

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