And it's hard to hold a
candle
In the cold November rain
In the cold November rain
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Or I'll just end up walkin'
In the cold November rain
In the cold November rain
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'Cause nothin'
lasts forever
Even cold November rain
Even cold November rain
I
Deposita a
xícara sobre a mesa
E percebe: a rua,
coberta
De asfalto e de
certeza,
Por nós anda,
não o inverso.
Repara que o céu,
as árvores, os postes
São rarefeitos e
indiferentes,
Tudo sob o qual
vela a morte
Carrega em si a
força do que sente.
Com calma,
assopre a fumaça
E veja o reflexo
no brilho negro
Pouco importa o
caminho que ela traça
Desconhecido é o
ponto de seu termo.
Ao lado, a
janela semiaberta
Deixa entrar o rumor
seco de um dia
Como nuvem a
pousar sobre a terra
Em meio à
solidão do que se cria.
II
Com chuva
abençoam-nos os deuses
Tanta bênção que
as ruas enchem
Afogando as
ruínas e os meses
No borbulhar cego
das águas turvas.
Mas, irrelevante,
prossegue caminhada
Úmido asfalto a
guiar os passos
Procurando a canção
que está calada
À espera do
silêncio que vem, incauto.
Os versos que
escrever na superfície
Líquida do café
já morno
Serão como as
palavras que não disse
Submersas pelo
hesitar contínuo, a língua trava.
Desmancha-se a
glória não divina
Desses mesmos
velhos, ínvios deuses
Como o chão de
pedra cristalina
Que projeta nos
sonhos lúcidos da noite inquieta.
III
Agora levanta. Além
dos muros que te cercam
Há o eterno
desejo de uma paisagem
Que ultrapasse o
vidro compressor
Com força de um
animal selvagem.
A roçar no mato silente
que sussurra
Cada passo
prossegue um devaneio
Comprime os
punhos num gesto longo
Ao observar um
ritmo tão alheio.
O calor do sol é
o calor do seu sangue
Que pulsa frenético
enquanto corre
Pelas vielas
estreitas desse claustro
Antes que a xícara
entorne.
As mãos são
pedras que afundam
No limiar extremo
da praia deserta
A verter palavras
tortuosas e candentes
Através do seu
corpo que desperta.
IV
Amor, não caíram
ainda as cinzas das horas
E o mundo jaz
sob a lua minguante.
Sabe que em teu
peito ardente mora
Desejos felinos a
pedir: cante!
Um cantar de
galos que acorda a manhã
Enquanto a névoa
espessa cobre as ruas
Tornando qualquer
vontade vã
No ímpeto que
anima as vozes tuas.
Sim, vozes,
todas aquelas veiculadas
Pela força da tua
expressão sincera
Unidas à tua voz
flamejada
Pela qual toda a
terra espera
Ouvir! Dando
vida a tudo que te rodeia
Com os feitiços
que só você conhece
Gravados no
livro que folheia
Enquanto caminha
sobre o chão que tece.
Amor, em meio
aos distantes ruídos
Que anunciam o
romper deste dia
Permita-me
atentar dedos, olhos, ouvidos
Pois a sintaxe
de sua pele é poesia.

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